CÓDIGO CIVIL
Lei Nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002.
Artigo 1462
Constitui-se o penhor, a que se refere o artigo antecedente, mediante instrumento público ou particular, registrado no Cartório de Títulos e Documentos do domicílio do devedor, e anotado no certificado de propriedade.
Parágrafo único. Prometendo pagar em dinheiro a dívida garantida com o penhor, poderá o devedor emitir cédula de crédito, na forma e para os fins que a lei especial determinar.


 
 
 
Resumo Jurídico

Ação Reivindicatória: Recuperando Propriedade

O Código Civil brasileiro prevê um instrumento jurídico poderoso para o proprietário que perdeu a posse de seu bem: a ação reivindicatória. Essa ação tem como objetivo principal restabelecer o direito de propriedade para quem, comprovadamente, é o dono, mas não detém a posse direta do imóvel.

Quem pode propor a Ação Reivindicatória?

O titular do direito de propriedade, ou seja, quem possui o título de domínio válido sobre o bem, é quem pode iniciar uma ação reivindicatória.

Qual o objetivo da Ação Reivindicatória?

O principal objetivo é a reintegração na posse do bem. Em outras palavras, o proprietário busca reaver a posse que lhe foi indevidamente retirada ou que nunca teve.

O que é necessário para ter sucesso na Ação Reivindicatória?

Para que o pedido do autor (quem entra com a ação) seja acolhido pelo juiz, é fundamental comprovar três requisitos essenciais:

  1. O domínio sobre a coisa: Deve-se demonstrar, de forma inequívoca, que o autor é o legítimo proprietário do bem. Isso geralmente é feito através da apresentação da escritura pública registrada no Cartório de Registro de Imóveis.
  2. A posse injusta do réu: É necessário provar que a posse exercida pela pessoa contra quem a ação é movida (o réu) é, de fato, irregular ou sem amparo legal. A posse é considerada injusta quando não existe um direito que a justifique, como um contrato de aluguel válido, comodato ou qualquer outro direito real ou obrigacional que legitime a detenção do bem pelo réu.
  3. A correlação entre a posse do réu e o domínio do autor: Deve haver uma ligação clara entre a posse indevida do réu e o direito de propriedade do autor, demonstrando que o réu está exercendo posse sobre um bem que pertence, legalmente, ao autor.

Qual a importância da posse injusta?

A "posse injusta" não significa necessariamente que a posse foi obtida de forma violenta ou clandestina. Para fins da ação reivindicatória, a posse é injusta quando o possuidor não possui um título jurídico que autorize sua permanência no bem, em detrimento do direito de propriedade do autor. Assim, mesmo que a posse tenha se iniciado de boa-fé, se o possuidor não tiver um título que justifique sua permanência diante do proprietário, a posse pode ser considerada injusta para os fins desta ação.

Conclusão

A ação reivindicatória é um mecanismo legal que garante a proteção do direito de propriedade, permitindo que o proprietário retome a posse de seu bem quando esta é exercida de forma indevida por terceiros. A comprovação do domínio e da posse injusta do réu são os pilares para o sucesso desta demanda.